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Gaza: Hamas reporta dezenas de mortos em novos bombardeios

Em Gaza, testemunhas e jornalistas relataram bombardeios israelenses à noite e na madrugada de sábado no sul da Faixa AFP

O Hamas informou, neste sábado (13), dezenas de mortes na Faixa de Gaza, bombardeada por Israel e isolada do mundo, sem telefone ou Internet, às vésperas do 100º dia de guerra.

O temor de que o conflito se espalhe pela região se acentuou depois que Estados Unidos e Reino Unido bombardearam posições dos rebeldes huthis do Iêmen, aliados do movimento islamista palestino Hamas, em resposta aos seus ataques a navios no Mar Vermelho.

Neste sábado, um novo ataque aéreo americano foi reportado no Iêmen, visando, segundo Washington, a “restaurar a estabilidade no Mar Vermelho”, local de trânsito de 12% do comércio mundial.

Em Gaza, testemunhas e jornalistas relataram bombardeios israelenses à noite e na madrugada de sábado no sul da Faixa.

Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa Gaza, os novos bombardeios deixaram mais de 60 mortos, a maioria mulheres e crianças, e dezenas de feridos. No dia anterior, a rede de telefonia e de Internet voltou a ficar fora de serviço.

Há mais de três meses, Israel bombardeia o enclave palestino em sua guerra contra o Hamas.

O Crescente Vermelho Palestino afirmou que a interrupção das telecomunicações está dificultando seus esforços para ajudar os feridos.

Os incessantes bombardeios israelenses em Gaza deixaram pelo menos 23.843 mortos, a maioria mulheres e menores, de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde do Hamas.

O conflito eclodiu em 7 de outubro, com a incursão em Israel de milicianos do Hamas que mataram cerca de 1.140 pessoas, segundo um balanço estabelecido pela AFP com base em dados israelenses.

O Hamas também sequestrou em torno de 250 pessoas, das quais cerca de uma centena foram trocadas por prisioneiros palestinos durante uma trégua de uma semana no final de novembro.

A ONU lamentou as dificuldades cada vez maiores nas operações de ajuda no norte da Faixa e acusou o Exército israelense de limitar o fornecimento de combustível, usado principalmente em hospitais.

No centro de Gaza, a falta de combustível forçou o desligamento do gerador principal do Hospital dos Mártires de Al Aqsa, em Deir el Balah, informou o Ministério da Saúde.

“Ninguém se importa com a gente? Por que está todo o mundo calado?”, perguntou um cidadão de Gaza que chorava no hospital pela perda de um familiar.

Na Cisjordânia ocupada, os israelenses mataram três combatentes que “se infiltraram” em um assentamento judaico, segundo o Exército. A agência palestina Wafa informou, por sua vez, que os soldados mataram um jovem de 19 anos e dois adolescentes de 16.

Desde que a guerra eclodiu em Gaza, a violência na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, disparou, com pelo menos 337 pessoas mortas por soldados ou colonos israelenses, segundo o Ministério da Saúde em Ramallah.

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